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The Concert in a Banner

Postado por Leonardo em 26 junho , 2009

Se você me perguntar qual foi o último banner que cliquei, eu não vou saber responder. Acredito, também, que a maioria de vocês não saberá responder. Eu não vejo, porém, razão para não clicar ou parar para olhar algo que eu acho interessante ou diferente do que é feito hoje em dia.

Para criar relacionamento e se aproximar dos jovens, a Axion, um banco da Bélgica, resolveu mexer com algo que é do mundo dos próprios jovens, música. Eles criam um festival de música independente e resolveram chamar as principais bandas do país para divulgar o festival, que teve como formato caixas que possuíam a mesma escala dos banners. As bandas selecionadas, 25 ao todo, foram também chamadas para gravar no formato e ficarem ainda mais conhecidas.

Veja o resultado embaixo:

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Nissan - Teto solar no cinema

Postado por Leonardo em 24 junho , 2009

Certa vez conversando com uma amiga sobre assuntos relacionados as nossas áreas de trabalhos (sistemas da informação e publicidade), ela me perguntou por que eu fazia publicidade, se eu não acreditava em seu “poder”.

Realmente, eu não acredito na publicidade dita tradicional. Acredito em idéias que promovem experiências diferentes aos consumidores, idéias como esse comercial da Nissan. Uma idéia tão simples que nos faz perguntar “Como eu não pensei nisso antes?”.

O objetivo era aumentar os números dos test-drives do Nissan Micra C+C entre os consumidores, por isso a TBWA\ Duesseldorf GmbH resolveu mostrar a experiência de estar em um carro conversível. Como resultado, o Nissan Micra C+C aumento em 19,2% o número de test-drives.

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Brasil, um país essencialmente pós-moderno

Postado por Leonardo em 14 maio , 2009

Maracatu no Rio de Janeiro

Ao tentar explicar a um amigo como a pós-modernidade está influenciando a comunicação e como a comunicação está influenciando a sociedade nos dias de hoje, ele me perguntou se não era algo mais ou menos como fizeram com os escravos, na época da colonização. Trazer negros de diversas tribos – em alguns casos, tribos rivais – e “jogar” em terras tupiniquins para trabalhar e ver no que dá. Sem contar, claro, a mistura com índios, portugueses, holandeses e, algum tempo depois, italianos, alemães e japoneses.

É evidente que a escravidão nos trouxe problemas que ainda hoje tentamos resolver, mas esta mistura de diversos ingredientes produziu um bolo de sabor único. Nós nascemos descentrados - palavra para explicar qualquer coisa pós-moderna - e ainda hoje não possuímos uma identidade própria porque temos várias identidades para escolher. Na sacola recheada de identidades, como qualquer pessoa que vai ao shopping com um cartão de crédito sem limite, é difícil escolher apenas uma, o que nos permite ter a característica que nos convém para cada situação.

Isso explica por que aceitamos de forma natural algumas mudanças na estrutura de nossa sociedade, como as Lan-houses nas favelas. E não apenas as Lan-houses, mas qualquer baile funk carioca ou soundsystem nas periferias de São Paulo possuí equipamentos que não custam menos de $1.500.00 dólares. Tão interessante quanto ter acesso a esse tipo de equipamento, é a forma como esses grupos estão produzindo suas músicas: sejam sampleando músicas antigas e misturando com novas batidas que nos remetem ao miami bass, misturando samba com hip hop ou maracatu com rock e reggae jamaicano, o importante é que essas pessoas estão realmente produzindo. Pode-se questionar o gosto, e isso vai da sensibilidade de cada um, mas é inegável uma mistura culturalmente rica e em muitos casos muito boa de ouvir :)

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A fragmentação das audiências

Postado por Leonardo em 12 maio , 2009

Eu não lembro onde li, mas certa vez vi alguém reclamando que não há mais campanhas memoráveis como antigamente, daqueles que as pessoas comentavam nas ruas e com os vizinhos. De fato, mas acredito que esse fenômeno não acontece apenas com a publicidade.

A cada nova novela, a globo enfrenta problemas com sua audiência que é cada vez mais baixa. Os jornais impressos têm cada vez menos leitores - esse fenômeno não acontece no Brasil, mas por outras razões - e sua receita diminui, ao ponto de grandes jornais fecharem as portas.

A publicidade tenta seguir o ritmo frenético das mudanças tecnológicas, mas a metáfora do surfista muitas vezes não é utilizada pelas agências. Ser o primeiro pode ser o sinônimo de levar caldo ou como diriam “Não é porque o Joãozinho se chegou da ponte que você irá se jogar também”.

Com a fragmentação não só dos meios, mas também dos hábitos das pessoas, as audiências caem (paradoxalmente porque também estão fragmentadas) e é realmente complicado saber se uma ação publicitária ou  a nova novela da Record vai alcançar o número de audiência desejada. Veja que não usei a expressão “dar certo”, pois será mesmo que a soma de audiência é importante, nos meios digitais? Muito mais do que a atenção e o engajamento do consumidor?

Os vídeos “virais”, que foram por algum tempo tão desejados pelas empresas, possuem cada vez mais menos visitas. Se fizermos uma análise de listas dos vídeos mais vistos, veremos que a maioria são clipes de bandas, traillers de filmes, vídeos caseiros e são, de certa forma, antigos. Aqueles vídeos malucos de marcas descoladas passam longe dessas listas.

É claro que, para se ter engajamento, é preciso pensar em conteúdo relevante e que seja realmente importante para o consumidor, mas não podemos deixar lado algumas das novas características de nossa sociedade, pois mesmo com a fragmentação das audiências, às vezes aparece uma Susan Boyle por aí.

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