O efeito Barack Obama

Se refrescarmos um pouco nossas cucas brasileiras, nos lembraremos do barulho que causou a iniciativa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de restringir em apenas uma página a propaganda eleitoral dos candidatos, na última eleição municipal. Não ficou totalmente proibida a propaganda eleitoral na Internet, mas se os candidatos quisessem usar os diversos meios sociais que temos disponíveis hoje, eles não poderiam.

As coisas, porém, mudaram. Após a última eleição americana, no qual a campanha de Obama revolucionou a forma de se fazer propaganda política, os políticos brasileiros resolveram repensar o jeito de se fazer propaganda eleitoral em terras brasileiras. Um bom exemplo são as páginas dos políticos brasileiros no twitter e, bem ou mal, o ‘projeto de lei eleitoral web aprovado‘. Bem, porque os políticos estão acordando para a realidade e percebendo que as ferramentas sociais da Internet são ótimas formas de se criar conversas mais transparentes e democráticas com a população. Mal, porque ainda precisamos de leis burocráticas para permitir o uso de ferramentas que estão aí, a disposição de qualquer um.

Eu realmente espero, com uma pequena esperança, que não só as próximas eleições, mas política brasileira também seja marcada pelo bom uso das mídias sociais, possibilitando que os discursos políticos sejam mais transparentes e democráticos e que tenha a participação mais ativa da população. É claro que ainda veremos muitas bizarrices, afinal estamos no Brasil.

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