Sempre que leio algum post sobre plágio de anúncios ou a série “Nada se cria” do Louco não, publicitário, lembro que o acesso à s informações está muito mais fácil e hoje entramos em contato com grande número de anúncios que antes só vÃamos em festivais, anuários ou mesmo em programas especializados em publicidade. Talvez isso explique o fato de encontrarmos tantos anúncios que seguem um conceito central e uma linha criativa, senão iguais, muito parecidos.
O número de referências culturais - palavrinha mágica para explicar qualquer acusação de plágio - também é muito maior: temos acesso à s imagens daquela exposição em Londres, de vÃdeos-clipe de bandas da Yugoslávia e até mesmo a um celular para pessoas quase cegas. E assim, com toda essa facilidade, descobrimos que a música Qual é de Marcelo D2 usa descaradamente a base da Kabaluere, de Antônio Carlos.
Vivemos uma época em que inovar e seguir um caminho alternativo ao comum é preciso todos os dias. O grande problema é quando todo mundo quer ser diferente e fazer coisas novas, mas acaba tendo idéias completamente iguais.
O motivo desse post foram os três anúncios da Canon que eu vi hoje no Ads of the world:
São três anúncios muito bem produzidos pela Dentsu, da Thailandia, mas que seguem a mesma linha criativa dos anúncios da Panasonic que ganharam Leão de Bronze, na categoria Outdoor, em Cannes.
Por tudo dito acima e ainda pelo prêmio recebido pelo anúncios da Panasonic, eu me recuso a achar que houve má intenção por parte da Dentsu e prefiro acreditar na boa e velha coincidência.
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